Não são poucas as razões das nossas preocupações em relação às próximas eleições. Achamos que as mesmas preocupações, também atormentam alguns poucos políticos sérios. Principalmente pela escassez de verdades, precariedade das discussões, bem como pela safadeza e manipulação de informações. Na última reunião entre os interessados e os desinteressados, quem deveria falar não disse quase nada; quem deveria se defender, falou menos ainda. Os que de longe fingiam só assistir, saíram desconfiados, mas não fizeram nada, e o povo ficou convencido de mais uma tramóia. Neste contexto, o contínuo, o caseiro, o mordomo e a secretária continuaram com a culpa. Prevaleceram as meias verdades daqueles que sabem muito bem seduzir e as vozes misteriosas mais uma vez decidiram. Ficou tudo como dantes. Permaneceu quem já deveria ter saído e também ficou quem falou que ia sair. E como sugeriu aquele outro, quem queria falar mesmo, engoliu as palavras, talvez para as digerir quando acharem melhor... Pois é, até mais. ( w. catizany)
sábado, 12 de setembro de 2009
PALAVRA FRANCA
Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta a prova? Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro. Do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta a prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e todos os justos que os precederam. 'Não roubarás!', 'Devolva o lápis do coleguinha', 'Esse apontador não é seu, minha filha'. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar! Até habeas corpus preventiva, coisa da qual nunca tinha visto falar, sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará! Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear! Mais honesta ainda eu vou ficar! Só de sacanagem! Dirão: 'Deixe de ser boba! Desde Cabral que aqui todo mundo rouba! E eu vou dizer: 'Não importa! Será esse o meu carnaval! Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos.' Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambal. Dirão: 'É inútil! Todo mundo aqui é corrupto desde o primeiro homem que veio de Portugal! 'E eu direi: 'Não admito! Minha esperança é imortal, ouviram? Imortal! 'Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quizer, vai dar pra mudar o final! ( Elisa Lucina )
POEMA
De pé, olhar infinito,
Dou corda ao pensamento.
E vejo aquele ser humano
Sentado no banquinho de pedra
Defronte à sua casa...
Cem anos de existência !
Vago e divago
Pelo infinito da imaginação
E às vezes até saio de mim
E não consigo definir cem anos
De vida ilibada.
E a única conclusão que chego
É que quem percorre este caminho
Ou é louco
Ou é uma alma perfeita:
Cem anos de vida... ( w.catizany)
Obs.: Parabéns e nosso abraço “Sô Antônio Rufino,
Cem anos são cem anos !
Dou corda ao pensamento.
E vejo aquele ser humano
Sentado no banquinho de pedra
Defronte à sua casa...
Cem anos de existência !
Vago e divago
Pelo infinito da imaginação
E às vezes até saio de mim
E não consigo definir cem anos
De vida ilibada.
E a única conclusão que chego
É que quem percorre este caminho
Ou é louco
Ou é uma alma perfeita:
Cem anos de vida... ( w.catizany)
Obs.: Parabéns e nosso abraço “Sô Antônio Rufino,
Cem anos são cem anos !
E NÃO É
Aquelas Capivaras
Não preciso dizer que minha terrinha é pequena e não tem muito o que fazer, principalmente quando estamos de férias e procurando não fazer nada mesmo. É de casa p’ra a boca da ponte, p’ro Balneário, p’ras cachoeiras e p’ra casa novamente. Mas às vezes canso de não fazer nada e me incluo na turminha dos que fazem tudo para também não “fazer nada” além de jogar conversa fora nos banquinhos defronte do Quiosque Fim de Tarde no Balneário, vendo o nado sincronizado das capivaras da praia. Dizem que elas transformaram nos cães de guarda dos quintais dos moradores da Rua José Camilo Rodrigues e que inclusive à noite não deixam nem a alma do “João Moriço” que suicidou e foi sepultado naquelas bandas, amolar os outros moradores pedindo café fora de hora. Sorte do Caio, um sujeito “muito corajoso” que mora nas adjacências ! A turma dos banquinhos passa ali quase o dia inteiro e não conta mentira, apenas vive inventando algumas verdades. Mas,como meu tempo é curto, gosto mesmo é de ficar na Pedra Preta debaixo do Pé de Ingá, onde todas as tardes encontro o Chiquinho, que além de filósofo surrealista, personagem de todas as histórias do folclore do lugar, é membro nato da marujada da Dona Maria, vice campeão da corrida das tartarugas, exímio nadador, pescador de mão cheia e ainda namorador “inveterado”, mesmo com seus setenta e poucos anos de idade. O nosso amigo de muito se especializou em comunicar com os animais da redondeza e às vezes se transforma até em psicólogo veterinário. O caso mais recente foi quando ele curou a depressão de um cachorro, acometido de uma desilusão consequência de um amor impossível, quase um incesto. É um contador de causo sem igual, faz o tempo fluir sem que a gente perceba a sua velocidade, principalmente depois de umas três pinguinhas. O último do meu arquivo foi ele quem me contou. Pois bem, disse que no mês passado, enquanto todos foram para a Igreja rezar para o Padroeiro Santo Antônio, p’ra distrair ele foi pescar naquele lugar de sempre. Mas era dia dos peixes, pois depois de uma hora e dez minutos, havia tirado do rio apenas um piauzinho que pendurou no tronco frágil de uma canabrava ribeirinha. Desanimado, decidiu ir embora. Mas antes p’ra fazer uma “boquinha de pito” p’ro almoço, resolveu tomar uma pinguinha daquela que sempre traz no embornal de couro, vinda lá do alambique do Alexandre. Foi quando percebeu a aproximação sorrateira de uma capivara grandona, querendo petiscar o único peixe daquela empreitada. Procurou espantá-la, mas não tinha nada por perto. Nem uma pedra e nem um pedaço de pau. Restando três dedos de pinga na garrafinha e como já ia reabastecê-la mesmo, jogou a sobra do líquido precioso no focinho do animal que já estava fora da água. Ela se assustou fugindo num mergulho, provocando bolhas de ar na água. Novamente, com sua pressa rotineira, ele sentou na areia, para arrumar seus apetrechos nos devidos lugares. Foi quando alguma coisa tocou-lhe os pés que estavam dentro da água. Pois bem, era novamente a capivara chefe com mais duas secretárias, trazendo na boca de cada uma, uma traíra de mais de setenta centímetros, fazendo uma proposta de trocar os peixes por um litro daquela pinga. O Chiquinho até me pediu para guardar segredo, pois se não o encanto quebra. Mas, só para os amigos, foi assim que naquelas férias me tornei um grande pescador. Ah, ia me esquecendo ! E assim também que aquelas capivaras decidiram morar ali, numa toca de pedra defronte do hotel do Bebé... E não é ? ( w. catizany )
Não preciso dizer que minha terrinha é pequena e não tem muito o que fazer, principalmente quando estamos de férias e procurando não fazer nada mesmo. É de casa p’ra a boca da ponte, p’ro Balneário, p’ras cachoeiras e p’ra casa novamente. Mas às vezes canso de não fazer nada e me incluo na turminha dos que fazem tudo para também não “fazer nada” além de jogar conversa fora nos banquinhos defronte do Quiosque Fim de Tarde no Balneário, vendo o nado sincronizado das capivaras da praia. Dizem que elas transformaram nos cães de guarda dos quintais dos moradores da Rua José Camilo Rodrigues e que inclusive à noite não deixam nem a alma do “João Moriço” que suicidou e foi sepultado naquelas bandas, amolar os outros moradores pedindo café fora de hora. Sorte do Caio, um sujeito “muito corajoso” que mora nas adjacências ! A turma dos banquinhos passa ali quase o dia inteiro e não conta mentira, apenas vive inventando algumas verdades. Mas,como meu tempo é curto, gosto mesmo é de ficar na Pedra Preta debaixo do Pé de Ingá, onde todas as tardes encontro o Chiquinho, que além de filósofo surrealista, personagem de todas as histórias do folclore do lugar, é membro nato da marujada da Dona Maria, vice campeão da corrida das tartarugas, exímio nadador, pescador de mão cheia e ainda namorador “inveterado”, mesmo com seus setenta e poucos anos de idade. O nosso amigo de muito se especializou em comunicar com os animais da redondeza e às vezes se transforma até em psicólogo veterinário. O caso mais recente foi quando ele curou a depressão de um cachorro, acometido de uma desilusão consequência de um amor impossível, quase um incesto. É um contador de causo sem igual, faz o tempo fluir sem que a gente perceba a sua velocidade, principalmente depois de umas três pinguinhas. O último do meu arquivo foi ele quem me contou. Pois bem, disse que no mês passado, enquanto todos foram para a Igreja rezar para o Padroeiro Santo Antônio, p’ra distrair ele foi pescar naquele lugar de sempre. Mas era dia dos peixes, pois depois de uma hora e dez minutos, havia tirado do rio apenas um piauzinho que pendurou no tronco frágil de uma canabrava ribeirinha. Desanimado, decidiu ir embora. Mas antes p’ra fazer uma “boquinha de pito” p’ro almoço, resolveu tomar uma pinguinha daquela que sempre traz no embornal de couro, vinda lá do alambique do Alexandre. Foi quando percebeu a aproximação sorrateira de uma capivara grandona, querendo petiscar o único peixe daquela empreitada. Procurou espantá-la, mas não tinha nada por perto. Nem uma pedra e nem um pedaço de pau. Restando três dedos de pinga na garrafinha e como já ia reabastecê-la mesmo, jogou a sobra do líquido precioso no focinho do animal que já estava fora da água. Ela se assustou fugindo num mergulho, provocando bolhas de ar na água. Novamente, com sua pressa rotineira, ele sentou na areia, para arrumar seus apetrechos nos devidos lugares. Foi quando alguma coisa tocou-lhe os pés que estavam dentro da água. Pois bem, era novamente a capivara chefe com mais duas secretárias, trazendo na boca de cada uma, uma traíra de mais de setenta centímetros, fazendo uma proposta de trocar os peixes por um litro daquela pinga. O Chiquinho até me pediu para guardar segredo, pois se não o encanto quebra. Mas, só para os amigos, foi assim que naquelas férias me tornei um grande pescador. Ah, ia me esquecendo ! E assim também que aquelas capivaras decidiram morar ali, numa toca de pedra defronte do hotel do Bebé... E não é ? ( w. catizany )
RAPIDINHAS
Câmara aprova em primeiro turno PEC que cria mais de 7 mil vagas de vereadores no país ... Como esperar mudanças de um legislativo que não é sério ?
O Papa disse que quem votar a favor do aborto, devia se auto excluir da Igreja... Quanta besteira dita por um homem só !
Disse para todo mundo que ia. Uma mão misteriosa o segurou... Que papelão , hem Mercadante !
A classe média urbana está se encaixotando cada vez mais... A medida exata para se morar agora é 50 m2.
A palavra da moda agora é surtar. E como tem político surtado ! E o resultado é sempre o povo furtado...
O Papa disse que quem votar a favor do aborto, devia se auto excluir da Igreja... Quanta besteira dita por um homem só !
Disse para todo mundo que ia. Uma mão misteriosa o segurou... Que papelão , hem Mercadante !
A classe média urbana está se encaixotando cada vez mais... A medida exata para se morar agora é 50 m2.
A palavra da moda agora é surtar. E como tem político surtado ! E o resultado é sempre o povo furtado...
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