quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

EXTRA

TEMPORAL EM SANTO ANTÔNIO

Um forte temporal atingiu Santo Antônio do Rio Abaixo ontem 26/01/2008, com quase vinte e quatro horas de chuvas ininterruptas, causando uma série de estragos e transtornos à área urbana da cidade. Com o excesso das chuvas também em outros municípios da região, as águas do rio Santo Antônio transbordaram e tomaram conta das partes ribeirinhas e baixas da cidade, mas sem vítimas. Hoje, 28/01/2008, o sol brilhou e o rio está voltando ao seu leito. Houve prejuízo para alguns habitantes e para o município, mas a situação já está sob controle e a normalidade será restabelecida ainda nesta semana. (w.catizany)

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

FELIZ 2009


FELIZ 2009


FELIZ 2009

POIS É

E mais um ano chegou. Parece que tudo mudou, mas chegou a mesma coisa. Por isso, rimos, choramos, blindamos, xingamos, enchemos de esperança, de desesperança, protestamos e às vezes até perdemos o nosso poder de indignação. Mas sempre foi assim, já escrevi isto uma vez neste mesmo espaço. Pois bem, 2008 acabou, talvez tenha terminado no nono mês, isto em conseqüência da crise das bolsas de valores, mais precisamente no dia 15 de setembro. Durou exatamente o tempo de uma gestação, de uma nova vida. Depois o mundo parou por um tempo, mas 2009 chegou a mesma coisa, carregando as safadezas de sempre de alguns políticos que ainda até ganharam férias e aumento de salário, acobertando os mesmos inventores das guerras que assolam o mundo, avalizando os propagadores de discórdia, negando direitos aos fracos e oprimidos, valorizando apenas os endinheirados, dando voz à demagogia que ainda impera entre grande parte dos chefes de Igrejas e de Governos, repartindo benesses como moeda de barganha, distribuindo pão e vinho aos insatisfeitos, mantendo bolsas e cotas disso e daquilo para corrigir erros históricos que não temos nada com isso; enfim chegou exacerbando a vaidade de antigos devedores de promessas aproveitadores de momentos de sensibilidade do povo. Tudo velho. De novo, apenas a chuva, o fenômeno no Corintians, a sapatada no pai da crise e o Obama. E como neste início tudo se resume em “beber, cair e levantar”, talvez também fosse o momento de seguir o Chico e mudar apenas o alvo da coisa, deixar a Gení em paz. Quem sabe, se aqueles que conduzem o mundo, ao lavarem a merda da cabeça, deixassem também escorrer as idéias velhas, as fórmulas egocêntricas, os genocídios, o patrocínio à desigualdade, a corrupção e a velhaquisse... Talvez assim, o Ano Novo pudesse ser um Novo Ano, e para todos... Mas, somos invencíveis, que venha o 2009... Pois é.
( w.catizany)

RAPIDINHAS

Em Santa Catarina caiu tanta água , mas tanta água, que daria até para lavar as reputações dos políticos... Êita verdade danada.

Pessoas autênticas alternam críticas e elogios, dependendo da situação. Mas para ser autêntico não é preciso ser sempre do contra... Falou e disse.

A maior parte dos políticos brasileiros ficam melhor falando de futebol... Pois é.

Enquanto no Brasil o povo batalha para tirar do cargo políticos encrencados e corruptos, em outros países crimes menores - como mentir - dão perda de mandato e até cana... Por que será, hem ?

Nos próximos anos, o cotidiano será marcado por atitudes e serviços que proporcionarão o equilíbrio entre o corpo e a mente... Assim é que eu gosto.

Seis autoridades da china foram demitidas depois que dormiram durante uma reunião e tiveram as fotos publicadas na Internet... Pois é, aqui tem gente que dorme 4 anos em cima do cargo e nada acontece.

O nosso agradecimento a todos aqueles que nos encaminharam colaborações e felicitações. Um abraço a todos os companheiros, principalmente aqueles que acham que “navegar é preciso”.

Pobres não vão pagar a conta da crise financeira mundial, diz Lula... Mas se continuarem ajudando apenas os bancos, as montadoras e os agiotas das bolsas com dinheiro oficial, somente os pobres devem pagar.

Um total de 5.563 prefeitos e 55.007 vereadores eleitos em outubro devem assumir seus cargos neste primeiro dia de 2009, com muita festa... "Êita farra danada...Será que vai mudar alguma coisa ?"

E NÃO É

Até os destemidos fraquejam

A noite anterior àquele vinte sete de julho tinha sido de lua cheia e o dia chegou com um vento hostil e frio que incomodava as pessoas queimando-lhes o rosto, fazendo voar folhas, balançar galhos de árvores e levantar as saias das mulheres desprevenidas. Às seis e meia da manhã, ainda havia um crepúsculo negro nos arredores da cidade, envolta num manto branco de névoa. Pouco a pouco as pessoas iam colocando o nariz para fora das casas e o movimento tomava conta das ruas. Eram algumas pessoas que gostavam de fazer uma caminhada bem cedinho no Balneário, outras, que se dirigiam para o ponto de ônibus, e mais, os funcionários da Prefeitura que começavam a providenciar as vassouras, as enxadas, as pás e outras ferramentas para a rotina do dia-a-dia e que sempre se juntavam em grupos para aguardar a condução que os levaria ao local das frentes de serviço. E é ali, perto da minha casa na boca da ponte que também é praça, o ponto de encontro de todos. Principalmente daqueles que vão tomar rumo norte - Serra, Colônia, Pindiu ou Tabuleiro. E é ali, exatamente ali que as primeiras conversas do dia, desatam: - “bom dia compadre“, “tudo bem boiola”, “será que vai chover, peão ”, " tem uma p”ra te contar, bicho”; enfim é ali, que muitos aproveitam para jogar conversa fora e desenrolar lorotas e histórias. E é também dali, quando estou de férias, do banco de madeira da varanda de minha casa, com os sentidos afiados e a atenção redobrada, que garimpo alguma coisa para os causos que reconto, principalmente os folclóricos. Histórias que ao longo dos anos até já modificaram minha crença, pois não acreditar no que aquela turma conta é não levar a sério a credibilidade de mais da metade dos meus conterrâneos. Pois bem, naquele dia um fato não comum tirou minha atenção daquele alarido de sempre, pois um grupo de pessoas conhecidas se juntou defronte do portão da garagem da minha casa ao redor de um amigo meu, que sempre se dizia cabra macho e corajoso em todos os sentidos. Este sujeito até então destemido, reside na cidade Betim - MG, mas possui um sítio com uma casa de campo numa das áreas rurais de minha terra. Disse até então destemido, porque naquele dia ele chegou meio fora de hora no centro daquele furacão de risos e deboches, correndo e muito assustado. E grande parte daqueles madrugadores da boca da ponte se juntaram ao redor dele, querendo saber o motivo de tanta correria. Também desci as escadas apressado e fui recebê-lo pensando até no pior, mas fui logo por ele informado de que estava tudo bem. Para descansar, sentou-se num pedaço de angico, que às vezes serve de banco e que sempre fica do lado de uma “Venda” que ainda estava fechada. Após um trago no cigarro nos disse, com ajuda de muitos gestos e com as mãos trêmulas, que havia saído cedo de casa para buscar seu pedreiro, o “biro-biro”. No meio do caminho seu carro apresentou defeito. Engasgou, falhou, tossiu e parou de uma vez. Ele tentou, tentou e nada conseguindo, resolveu deixar o carro lá, para pedir ajuda. Como a névoa ainda cobria boa parte da estrada, saiu caminhando rumo à rua. Tudo estava enfumaçado e não se encontrava com nenhuma viva alma, afinal de contas era mais ou menos seis horas da manhã, madrugada para a maioria. Foi quando avistou uma mulher e um rapaz com duas madeiras e um prego nas mãos, de costas, curvados, cavando o chão. Deu graças a Deus, cumprimentou os dois e pediu ajuda. O casal que estava vestido de branco, continuou de cócoras, cavando sem parar. Após alguns instantes de silêncio, a mulher morena sem se levantar e sem olhar, respondeu que eles não podiam ajudar ninguém, pois o tempo deles estava acabando e eles precisavam voltar. Estavam ali, naquela hora, apenas para consertar um erro, ou seja, mudar uma cruz que tinha sido plantada fora do lugar. Engolindo seco e com os cabelos querendo fugir dos braços, o meu amigo ainda nos contou, que ao perceber que as ferramentas que eles estavam usando pareciam ossos e crânios humanos, “pernas p’ra quem tem”, motivos pelos quais havia chegado ali, aquela hora, cansado de tanto correr e que tudo que ele precisava naquele momento era de um banheiro, um chuveiro e uma muda de roupa emprestada, pois pressentia que o pior tinha acontecido. O Miniatura, pescador e o mais experiente repórter da rádio peão local, que escutava tudo com atenção, agachado e encolhido no canto do meio-fio, levantou de uma vez e jurou: - “Cruz credo, Virgem Maria, é ela, faz mais ou menos sete meses que ela faleceu naquela estrada, indo para o Tabuleiro. Ela e o filho dela que também faleceu há sete dias... Virgem Maria, cruz credo" ! Juntou os apetrechos que já estavam prontos para uma pescaria no Poço do Limão e voltou p'ra casa. O “biro-biro”, cheio de coragem e de rezas, que havia sido contratado como pedreiro, virou mecânico e com ajuda de seus serventes, trouxe o carro do Carlão. Durante vários dias não houve outro assunto no meio daquela turma, mas ninguém tinha coragem de afirmar, com absoluta certeza, se a cruz tinha sido mesmo mudada de lugar. Já faz um bom tempo que meu amigo não vem ao seu sítio, ele me disse, por telefone, que está meio apertado, trabalhando muito e quase não está tendo tempo de sair. Pois é, se não fosse as setenta testemunhas presentes ao fato, eu não teria nem coragem de recontar esta história... Eles iam falar que eu estava mentindo, principalmente o meu amigo Nivaldo lá da UFMG.
( w.catizany)

FOTOS DO BLOG

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PALAVRA FRANCA

Esta não é uma crônica de Ano Novo. Nem de Feliz Ano Novo ou de desejos de realizações no próximo Ano. Mas, calma, sei que estamos em época de desejar ou almejar bons fluidos. Porém, esta não é uma crônica de bons desejos para o ANO NOVO, e sim, para o DIA NOVO. Temos não Ano Novo, mas Dia Novo. Sim. A cada dia fechamos os olhos, dormimos no escuro e abrimos os mesmos olhos, acordamos no claro. Ou então, não dormimos, permanecemos de olhos abertos, mas o céu escurece, depois clareia aos poucos e, de repente, é um novo dia. Aquele que foi claro e escuro foi ontem. E hoje estará claro novamente e escuro de novo. E de novo fecharemos os olhos, escurecerá, dormiremos até o outro novo dia.E assim há um dia velho e um dia novo todo dia. E assim, há a escuridão e a claridade. E assim, há o fechar e o abrir de olhos. Até que haja um último clarear, um último escurecer, um último abrir e um último fechar de olhos. E assim, haverá um último dia velho e um último novo dia num ano. Último porque o próximo novo dia já fará parte de uma nova vida. E esta será neste ou noutro universo. Mas enquanto esta nova vida faz parte deste universo, haverá sempre uma chance. E todos sabem disso. Todos fazemos planos, todos esperamos ter um Dia Novo melhor. Mas geralmente pensamos no Ano Novo, como um todo, não como Um Dia Novo, a cada dia. Por que esperar o ano novo? Temos tantas chances de fazer novos planos, novas intenções, novas realizações. Temos tantas chances de mudar, tantas chances de sermos felizes, de acreditar que se o dia anterior não foi bom, o outro poderá ser melhor. Temos tantas chances e todo dia e cada dia, a cada escurecer, a cada clarear, a cada fechar e a cada abrir de olhos. Então, definitivamente, esta não é uma crônica de ano novo, pois o meu desejo, neste novo dia, para mim e para todos é de que todos tenhamos um Feliz Dia Novo, a cada dia deste Novo Ano. “Adeus Dia velho, feliz Dia novo... Que tudo se realize no novo Dia que vai nascer”.
(Adriana Luz).

FUNDO DO BAÚ

Cicatriz

Hora de angústia
Minha saudade
Cresce.
Clamo tua presença
E a vida passa,
Amanhece.
Acorrentado no tempo
Que me arrasta vago,
Anoitece.
A vida sem você é nada,
O mundo é delírio, ância
Enloquece...

(w.catizany)