quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

POIS É

E mais um ano chegou. Parece que tudo mudou, mas chegou a mesma coisa. Por isso, rimos, choramos, blindamos, xingamos, enchemos de esperança, de desesperança, protestamos e às vezes até perdemos o nosso poder de indignação. Mas sempre foi assim, já escrevi isto uma vez neste mesmo espaço. Pois bem, 2008 acabou, talvez tenha terminado no nono mês, isto em conseqüência da crise das bolsas de valores, mais precisamente no dia 15 de setembro. Durou exatamente o tempo de uma gestação, de uma nova vida. Depois o mundo parou por um tempo, mas 2009 chegou a mesma coisa, carregando as safadezas de sempre de alguns políticos que ainda até ganharam férias e aumento de salário, acobertando os mesmos inventores das guerras que assolam o mundo, avalizando os propagadores de discórdia, negando direitos aos fracos e oprimidos, valorizando apenas os endinheirados, dando voz à demagogia que ainda impera entre grande parte dos chefes de Igrejas e de Governos, repartindo benesses como moeda de barganha, distribuindo pão e vinho aos insatisfeitos, mantendo bolsas e cotas disso e daquilo para corrigir erros históricos que não temos nada com isso; enfim chegou exacerbando a vaidade de antigos devedores de promessas aproveitadores de momentos de sensibilidade do povo. Tudo velho. De novo, apenas a chuva, o fenômeno no Corintians, a sapatada no pai da crise e o Obama. E como neste início tudo se resume em “beber, cair e levantar”, talvez também fosse o momento de seguir o Chico e mudar apenas o alvo da coisa, deixar a Gení em paz. Quem sabe, se aqueles que conduzem o mundo, ao lavarem a merda da cabeça, deixassem também escorrer as idéias velhas, as fórmulas egocêntricas, os genocídios, o patrocínio à desigualdade, a corrupção e a velhaquisse... Talvez assim, o Ano Novo pudesse ser um Novo Ano, e para todos... Mas, somos invencíveis, que venha o 2009... Pois é.
( w.catizany)