Está faltando às cidades pequenas bons políticos, ou seja, mais competentes. Talvez seja este o motivo de continuarem pequenas. E as novas gerações, por falta exclusivamente de capacidade, não têm conseguido tirá-las do ostracismo. Tanto políticos da situação quanto políticos da oposição têm priorizado salários, busca de poder e vaidades pessoais, esquecendo que a arte de fazer política é exatamente o contrário: a discussão em alto nível , o argumento bem fundamentado, o consenso, o bem comum. Falta capacidade às lideranças. Não a capacidade intelectual, mas sim a de saber fazer política séria, única e exclusivamente em prol do município. Não se faz política com mentiras, com meias verdades, com fofocas, com brigas, com ofensas pessoais, com disputas mesquinhas e com revanchismos. Tais características já viraram folclore, são coisas do passado, dos tempos dos coronéis. Mas, infelizmente, tem sido comum às situações e às oposições das pequenas comunidades. Carece, muito, às novas gerações a arte de conversar, de convencer, de parlamentar e de liderar, de ser realmente um político. Mas, a culpa não é só dos políticos. Aos eleitores também cabe a sua parcela. Está faltando também capacidade a eles, conhecimento para discernir propaganda de compromisso, faltando vontade para acertar. É preciso arrancar de quem quer que seja, as intenções de realizações, o compromisso, a responsabilidade , a seriedade e descartar a retórica do marketing das campanhas. Estas, duram no máximo seis meses e são individuais, cheias de festas, de carreatas, de comemorações, de promessas e de armadilhas; aquelas, valem quatro anos do mandato e o compromisso deve ser com o município, com os vencedores e os vencidos. Daí, a necessidade de competência para aliar-se a quem tem capacidade de conduzir este processo, de saber fazer política. Só assim tais cidades deixarão de ser pequenas um dia. Fazer política não é medir força, não é expor vaidades, não é carregar revanchismos ou diferenças pessoais. É preciso que as situações e as oposições deixem de pensar pequeno para fazer a comunidade grande... Pois é. (w.catizany)
