domingo, 21 de março de 2010

POIS É ...

Ontem, para assinar o ponto e fechar a semana com chave de ouro, passei no escritório para tomar uma e rever o pessoal. A mesa era a mesma e o pedido, o de sempre. Enquanto a turma não chegava, liguei as antenas num debate de um grupo de homens e mulheres de diferentes idades, que acontecia do meu lado. Era notória a condição de pouca escolaridade de todos, mas fluía de maneira democrática, sincera e interessante. E o tema era a eleição para presidente. Alguns eram eleitores de outros municípios, mas diziam que apesar da crise e das passagens caras, todos deviam votar. É que os políticos das cidades assumiram o compromisso de buscá-los e trazê-los de volta, já pensando no pleito local e na garantia dos votos para Prefeito e Vereador. É o chamado voto de cabresto. E o debate continuava. Um dizia que votava por votar, pois depois da morte do Getúlio, do Juscelino e do Tancredo, não dava mais gosto. A caçula em tom de “rebolation” dizia que também iria pelo mesmo motivo, pois só faria isto satisfeita se fosse no bonitão do Aécio, mas ele havia desistido. A “funkeira” , disse que o nariz do Serra era um horror, por isso não votava nele. O moreno retrucou dizendo que era preferível votar no nariz do Serra do que na machona da Dilma. A baixinha também deu seu depoimento dizendo que a sua mãe só votaria se fosse no pastor da Igreja, mas ela iria votar no Frank Aguiar. Quiseram saber a preferência do representante do “Creu” na turma e ele disse que nunca votaria na Marina, pois ela é da turma dos verdes e se ganhasse iria fazer todo mundo pastar. Nas considerações finais daquele debate sem mediador e que se podia concluir num empate técnico, minha turma chegou e perdi  a conclusão, o “fio da meada”. Em seguida, pagaram a conta e ainda saíram resmungando bem baixinho. Deve de ser por receio das multas do TSE. Em casa, comecei a relembrar daqueles fatos: Bonitão, nariz feio, machona, cantor, verde, pastor. Ninguém lembrou dos adjetivos corretos para qualificar ou desqualificar os políticos. Penso que mais uma vez vai prevalecer o voto "bolsa" e os termos honestidade, responsabilidade, fidelidade, capacidade, verdade, respeito e outros correlatos não farão diferença. E o pior de tudo é que são os votos destes eleitores que decidem e elegem sempre, o menos qualificado... Pois é.