sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

POIS É

Neste Natal não vou pedir nada para mim. Deus já concedeu-me tantas graças que nem sei se mereço mais alguma coisa. Resta-me apenas agradecer e sempre. Mas como a data nos leva além dos sentimentos normais de um final de ano, também à renovação das esperanças para um novo começo, acho que vou pedir para os outros, isto é, se não for amolar muito ao Senhor meu Deus. Queria pedir que o Bento XVI fosse mais Papa, menos pragmático e mais carismático, que compreendesse melhor os sentimentos do mundo e a evolução dos tempos, assim como fez João Paulo II. Pedir às pessoas que fossem menos evangélicas, menos católicas, menos espíritas e mais crentes, mais religiosas e mais solidárias. Pedir que o Lula viajasse menos para o exterior e olhasse mais os problemas do Brasil, principalmente aqueles relacionados à saúde, ao emprego, à educação e à segurança. Pedir que aqueles políticos que na campanha pregaram caráter, honestidade e trabalho e esqueceram propositalmente depois da posse, voltassem a ser idôneos, deixassem de ser safados, corruptos e “trambiqueiros”. Pedir que "arruda" tivesse outro significado. Pedir que ninguém  ofertasse para políticos como presente, meias, paletós com bolsos internos e cuecas. Pedir ao Papai Noel que não esquecesse saco vazio próximo a gabinete de político corrupto. Pedir pelo fim das omissões, das impunidades, das doenças, das drogas, dos pedófilos e da violência generalizada; que fosse decretado o fim da fome, do desemprego e da demagogia. Pedir amor, compreensão, amizade e benevolência aos nossos semelhantes e que nos livresse sempre daqueles que se omitem por acharem que solidariedade, perdão, fidelidade, verdade e fraternidade são sinais de fraqueza, são gestos que humilham e fazem-nos parecer menos do que somos. Pedir para todos, tudo o que se fizesse necessário para uma felicidade plena e infinita e com a certeza de que tudo vai mudar realmente, que o ano novo que se aproxima seja realmente um ano novo para todos... Pois é. ( w.catizany)