sábado, 10 de outubro de 2009

POIS É

O lar não pode ser um exemplo de democracia onde pais e filhos crescidos devem ter poderes iguais. Deve prevalecer a palavra dos pais. Mas a crise ética reinante nos tempos modernos, combinada com os modelos de pensadores irresponsáveis, inibem as ações dos pais pelo medo de errar, levando-os a abrir mão do seu papel de formador do cidadão do futuro e provocando efeitos devastadores na sociedade moderna. Os tempos mudaram de forma rápida e não avaliada. Filhos são encaminhados às escolas com excessivos direitos e pouquíssimos deveres e parâmetros errados de comunicação desorientam os pais, tornando-os confusos e inseguros a respeito do papel a desempenhar na criação dos filhos. Assim, sem alternativas transferem a formação do cidadão para a escola. Os professores, em última instância pressionados, procuram cumprir o ciclo, mas são contraditos pela filosofia dos pseudos profissionais, dos jornais, das revistas, do rádio e sobretudo da televisão. As cobranças começam a chegar nos portões da escola, entram para as reuniões e chegam nos colegiados, inibindo a capacidade de reagir às propostas ditas modernas; até porque, caso contrário, serão os professores agredidos pelo comportamento indevido e a liberdade excessiva dos filhos ou denunciados e responsabilizados pelos pais, anciosos de mudar o que não deram conta. E diante desse quadro, cada vez mais, filhos criados indevidamente tornam-se sinônimo de alunos problemas, frutos de experiências, filosofias e códigos cujas conseqüências são imprevisíveis, sobretudo por falta de uma discussão maior e de critérios mais amplos que possam levar a parâmetros corretos de criação e educação. Daí, a necessidade urgente de mudar conceitos, práticas e ferramentas desta relação, antes, muito antes dos pais transformarem em chocadeiras de humanos, da escola virar loja moderna de programas de computador, e da sociedade futura transformar-se em parte do bem e parte do mau. Aquela em extinção... Pois é. ( w.catizany)