Antigamente com uma população sem ocupação por falta do que fazer, as autoridades romanas para minimizarem a situação de insatisfação, distribuíam periodicamente, alimento (pão), bebida (vinho) e promoviam espetáculos públicos entre os cristãos se degolando nas arenas (circo). E, o pão, o vinho e o circo constituíram a garantia do Imperador César no poder, o enriquecimento de sua casta e ajudaram a esconder seus métodos nada convencionais para conduzir o povo romano. Tais subterfúgios levaram a história a criar o modelo de administração “panis et circenses”, técnica política de satisfazer a necessidade básica do povo como barriga cheia, bebida e distração, para que esquecesse os problemas, não incomodasse as autoridades e fechasse os olhos aos acontecimentos ilícitos. O tempo passou mais de dois milênios, até as missas abandonaram o latim, mas algumas pequenas cidades brasileiras ainda teimam neste modelo há muito ultrapassado, conduzidas por alguns Césares contemporâneos, que continuam calando a voz dos eleitores com o pão ( churrasco), o vinho (cerveja) e o circo (festas), custeados pelos recursos públicos destinados à saúde, educação, emprego e melhoria das condições de vida das pessoas; e propositalmente conseguem a continuidade no poder, escondendo suas incapacidades de gestão, suas indiferenças às mudanças e seus comportamentos ilegais, utilizando-se dos dogmas do “panis et circenses”. Assim, é necessário aos Cidadãos rezarem em outra cartilha... Pois é... (w.catizany)
