quarta-feira, 18 de junho de 2008

Curtas e Grossas

Fumar maconha com freqüência pode encolher partes do cérebro que governam memória, emoções e agressão, segundo um estudo publicado no Archives of General Psychiatry.

A Câmara de Vereadores de Pau D' Arco-Piauí empossou em 02/06/2008, a vereadora Carmem Lúcia Portela Santos (PSB), que em 2004 havia conquistado apenas um voto. Carmem foi empossada após o TRE-PI, cassar o mandato do Vereador Miguel Abreu do Nascimento por infidelidade partidária. Ele tinha sido eleito pelo PSDB, mas, depois, migrou para o PC do B... Pois é, é só no Brasil ... E a reforma política, hem ???

Pesquisa divulgada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) indica que 72% dos entrevistados não confiam nos partidos políticos ... Pois é, acho que erraram... É muito mais.

“No sítio de Joaquim Lúcio da Silva, em Cláudio - MG, a bicharada inventa o que fazer, se a moda pega !!!! A cadela malhada aprendeu a pescar e olha que pesca peixe grande. O galo Zué tomou a marreca Rebeca do Peru Negão e além “daquilo”, aprendeu a nadar e, desde então, não deixa Rebeca sozinha um segundo sequer”... Êta mundão, vai entender !!!

“Quando se cogita contratar alguém para a prestação de serviços particulares, todo o cuidado é pouco, mas quando se trata de investigar alguém em cargo público não se toma nenhum cuidado”... E aí, senhores das Leis ?

“Quem deve cuidar da coisa pública tem que ter um passado confiável”... Coitado do Brasil !!!

“Os juízes já decidiram unanimemente que, por dizer a verdade, não há ofensa”.... E agora, senhores políticos corruptos e desonestos ?

“Os nanicos trocam quase tudo e o governo é bom de negócio, daí aprova tudo”... E a volta da CPMF, hem ? A gente tem que ir ao Juiz para trocar de nome, imposto não...

Deixe a droga de lado, se não você vai morrer, de um jeito ou de outro...

Doe sangue, salve uma vida, preserve a natureza, salve o planeta.


domingo, 1 de junho de 2008

Opinião

Dificilmente os municípios brasileiros pequenos, em particular os mineiros, crescerão. Exceto aqueles poucos, que por simples obra do ocaso ou por uma mudança radical de gestão, encontrarão o veio da mina. Afirmamos isto, com muita certeza, em virtude da opção de seus gestores por uma política assistencialista, deixando em segundo plano projetos de investimentos que garantiriam um futuro diferente. Assistencialismo dá popularidade, mas não prova competência nem muda a classificação de desenvolvimento da cidade. Já não há lugar para gestões improvisadas de cunho apenas vaidoso no poder público, pois cada vez mais, respostas concretas e posições coletivas no sentido de atender as necessidades da população estão sendo exigidas, quer seja pelos órgãos de controle, quer seja pelos próprios eleitores. Não basta gastar o dinheiro público tão somente com as necessidades básicas, distribuir benesses ou administrar apenas para uma ou duas classes sociais. É no todo recomendável administrar para todos, investir em obras mesmo que escalonadas, em infraestrutura priorizada , em criação de emprego, em melhorias da qualidade de vida e no equacionamento ordenado das ações futuras. Não se pode fechar os olhos para o futuro e se prender apenas no presente, em busca de soluções políticas rápidas e práticas para atender simplesmente vaidades pessoais. Não basta dar pão e circo, socorrer apenas os menos privilegiados. É preciso urgente, que tais municípios saiam dessa sonolência, possam buscar capacitação e abraçar mudanças, pois já está passando do tempo de projetar o futuro, renovar conceitos e práticas administrativas que há muito já estão ultrapassadas.

Aos Namorados

Hoje é um dia especial, diferente. Vou pintar de preto meus cabelos, disfarçar as marcas do tempo no meu rosto queimado pelo sol, vou me arrumar para Você. Hoje é um dia diferente, especial. Tantos outros já passaram, uns tristes, outros alegres; dias que há muito já esqueci e alguns que faço questão de lembrar. Dias de aniversários, aqueles cívicos, de angústias, às vezes de felicidade; e que foram fazendo nossa história pelos caminhos da vida, tudo simetricamente igual. Mas hoje é dia de cheiro especial, de sapato novo, de vestir roupa bonita; é dia diferente, especial e nosso, assim como foi sempre nosso amor. Por isso vou me arrumar para você mais uma vez... Hoje é o dia dos enamorados.

Curtas e Grossas

“Quem”, que na oposição bradava contra as medidas provisórias, hoje não vive sem elas.

O presidente da Câmara dos Deputados disse que o 3º mandato seria um desastre e que o Parlamento começa a recuperar a imagem, mas tem os “cabeça de bagre” doidos para uma brechinha.

Para Lula, a burocracia atrapalha o andamento mais acelerado das obras propostas pelo governo

Somente a partir do dia 28/05/2008, o dinheiro que os trabalhadores brasileiros receberem poderá ser usado em benefício próprio. Nos 148 primeiros dias do ano, ou seja até o dia 27/05/2008, a população ainda trabalhava para pagar impostos.

Pesquisa do Conselho Federal de Medicina (CFM), realizada com 7.700 profissionais, revela que 44% sofrem de depressão ou ansiedade e 57% têm estafa e desânimo com o emprego. A prevalência de distúrbios psíquicos nos médicos supera em quase 11 pontos porcentuais a incidência na população em geral.

Um burro foi detido no México sob acusação de agressão. O animal foi levado a uma cadeia onde geralmente ficam pessoas depois de ter mordido e chutado dois homens, informou a polícia. O policial Sinar Gomez afirmou que o animal continuará atrás das grades até que seu dono concorde em devolver às vítimas do burro o valor gasto com cuidados médicos. “Por aqui, uma pessoa vai para a prisão quando comete um crime. Não importa quem ela seja”, afirmou... Pois é, Brasil.

Passado exatamente um ano do escândalo envolvendo uma amante e o lobista de uma grande empreiteira, o ex-presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) livrou-se de seis representações - cinco arquivadas e uma nunca levada ao Conselho de Ética. O inquérito aberto pelo STF em agosto, que tramita em segredo de Justiça, ainda não teve resultados práticos... Êta Brasil ...

O Troco do Bené

Conversa de contador de causos é assim mesmo, todo mundo acha que tem que ter mentira no meio, mas nem sempre falta a verdade. O certo é que este pessoal contador de histórias tem uma habilidade danada de misturar palavras e entrelaçar a realidade com imaginário, e as pessoas que escutam ou lêem tais proseados, passam a jurar de pés juntos, em nome de São Benedito, Santo Onofre, São Sebastião, enfim de todos os Santos, que tudo aconteceu mesmo. Mas há momentos que tudo é verdade, tal a riqueza de detalhes da narrativa e a citação de provas passíveis de serem verificadas em qualquer momento. Assim, o folclore da cidade vai enriquecendo, misturando o sacro e o profano, os peixes falantes, as cobras grandes e de pernas, as pescarias absurdas, o trágico e o cômico, as assombrações, etc, etc e etc. Pois bem, na primeira metade da década de setenta, Santo Antônio se encontrava na transição de tempos antigos com a era da televisão colorida, do transporte coletivo, da luz elétrica e de outras modernidades. Mas, ainda era comum as lamparinas, as lanternas de pilha, os namoricos escondidos, visitar os amigos aos domingos, a troca de presentes entre vizinhos, os passeios com a família nos fins de tardes, as reuniões ao redor de um foguinho, jogar conversa fora na “boca” da ponte e no adro da Igreja. Com certeza, as crianças ainda eram realmente crianças, ainda se conseguia sonhar, as brincadeiras eram só brincadeiras e até as amizades pareciam mais sólidas e mais reais. A relação entre pessoas eram garantidas por palavras – amigo era amigo, irmão era irmão, compadre era compadre, namorado era namorado, enfim coisas dos tempos antigos. E um destes grandes amigos de todos se destacava na cidade, porque além de prestativo, paciente e companheiro, brincava muito. Seu nome, Benedito Gonçalves de Paula. Sua alcunha, Benedito “chininho”. Era comerciante, fazendeiro, proprietário da Fazenda da Prata na divisa com Brejaúba e nas horas de folga “um tremendo gozador”. E além de tudo isso foi Vereador nesta cidade. Residiu numa casa que existia na entrada da atual Rua Bento Ribeiro e mais tarde, na casa onde morou o Joaquim do Alípio. Já com a família quase criada e os filhos necessitando de trabalho e estudo, o Benedito resolveu mudar-se para Contagem - MG, deixando seus amigos em Santo Antônio chateados e carentes de “graça”. Para compensar, ele prometeu voltar sempre nos finais de mês para colocar o papo em dia e rever os parceiros. No início tudo corria conforme combinado, mas com o correr do tempo, seus retornos foram diminuindo, até que um dia, o Benedito sumiu por quase sete meses, sem nenhuma notícia. Num sábado de julho sem que ninguém identificasse a fonte, chegou a notícia ruim, da morte do amigo de todos. Foi um susto, uma tristeza danada e uma lamentação geral. O Gentil Rufino, amigo “do peito” e companheiro de truco, se encarregou de repassar a má notícia aos outros e de marcar a missa por intenção da alma do falecido. No dia seguinte era domingo e a data veio a calhar, todos vestiram a domingueira e foram para a Igreja reverenciar a memória do grande amigo perdido... Passaram alguns dias e a cidade já estava acostumando com a falta do “Bené” e suas brincadeiras, quando ao cair da noite de uma sexta-feira, alguns meninos brincavam do outro lado da ponte e avistaram uma figura das mais esquisitas abrir a porteira e se dirigir rumo ao centro da cidade. Era um homem magro, alto, enfiado numa capa de chuva de cor escura, com um chapéu preto enterrado na cabeça e montado num cavalo pangaré. A “alma perdida” passou por algumas pessoas que estavam na ponte de cabeça baixa e em silêncio, entrou na antiga rua Direita em trote manso. Foi menino p’ra todo lado, alguns perderam o boné, outros o chinelo e muitos abriram o “bué”. Mas, o “cavaleiro do além” indiferente ao pânico causado, desceu a rua sob os olhares espantados daqueles que cruzaram o seu caminho. Foi até ao cemitério fez o sinal da cruz, abriu o portão, entrou, deu um giro de cento e oitenta graus e voltou no rastro do cavalo, causando uma histeria geral naqueles que ainda se atreviam a espiá-lo pelas frestas das janelas. O Bar do Alfredinho, já citado em outros causos, ficou cheio de medrosos e de comentários assustadores. Na loja do Gentil Rufino já tinha gente saltando o balcão e se enrolando nos cortes de pano das prateleiras. E foi exatamente no meio da rua entre os estabelecimentos citados e a platéia descrita, que o “fantasma” parou. Desceu do cavalo, tirou a capa de chuva, desenterrou o chapéu preto da cabeça e mais uma vez foi “marmanjo” p’ra todo o lado; gente caindo da escada, pulando janela, entrando em casa errada, se benzendo com cigarro, rezando p'ra retrato na parede, engasgando com pinga, engolindo grito de socorro, numa confusão geral. E não é que o “assombração” era exatamente o gozador, o danado do Benedito “chininho” em pessoa, que ao chegar à Fazenda da Prata sem passar por Santo Antônio, ficou sabendo da notícia de sua falsa morte, da missa celebrada em intenção de sua alma e resolveu tirar um “sarro” de seus amigos, naquela noite. Alguns anos mais tarde, o “Bené”faleceu de repente e de verdade, bem próximo do mesmo lugar onde havia descido do cavalo pangaré, tirado a capa de chuva, desenterrado o chapéu preto da cabeça e assustado a metade da cidade...