domingo, 1 de junho de 2008

Opinião

Dificilmente os municípios brasileiros pequenos, em particular os mineiros, crescerão. Exceto aqueles poucos, que por simples obra do ocaso ou por uma mudança radical de gestão, encontrarão o veio da mina. Afirmamos isto, com muita certeza, em virtude da opção de seus gestores por uma política assistencialista, deixando em segundo plano projetos de investimentos que garantiriam um futuro diferente. Assistencialismo dá popularidade, mas não prova competência nem muda a classificação de desenvolvimento da cidade. Já não há lugar para gestões improvisadas de cunho apenas vaidoso no poder público, pois cada vez mais, respostas concretas e posições coletivas no sentido de atender as necessidades da população estão sendo exigidas, quer seja pelos órgãos de controle, quer seja pelos próprios eleitores. Não basta gastar o dinheiro público tão somente com as necessidades básicas, distribuir benesses ou administrar apenas para uma ou duas classes sociais. É no todo recomendável administrar para todos, investir em obras mesmo que escalonadas, em infraestrutura priorizada , em criação de emprego, em melhorias da qualidade de vida e no equacionamento ordenado das ações futuras. Não se pode fechar os olhos para o futuro e se prender apenas no presente, em busca de soluções políticas rápidas e práticas para atender simplesmente vaidades pessoais. Não basta dar pão e circo, socorrer apenas os menos privilegiados. É preciso urgente, que tais municípios saiam dessa sonolência, possam buscar capacitação e abraçar mudanças, pois já está passando do tempo de projetar o futuro, renovar conceitos e práticas administrativas que há muito já estão ultrapassadas.