segunda-feira, 12 de julho de 2010

E NÃO É

- Em 8 de julho de 2005, em meio ao escândalo do mensalão, o então assessor do PT José Adalberto Vieira da Silva foi preso no aeroporto de Congonhas (SP) com quase meio milhão de reais, na cueca. Cinco anos depois, José Adalberto vive a expectativa de reaver o dinheiro apreendido. Como estratégia, declarou o montante, fruto de propina, segundo o Ministério Público, à Receita e foi multado em R$ 200 mil. Quebrando o silêncio, ele revelou sua estratégia para recuperar o dinheiro. "Declarei [o dinheiro] porque entendi que tinha que declarar, afinal de contas o dinheiro estava comigo, não pertence a ninguém, então eu declarei como sendo uma doação que fizeram para mim e pronto. Ninguém vai ouvir da minha boca quem é o doador. Sobre isso não falo"...


- O ex-prefeito de Juiz de Fora, Alberto Bejani (PTB), que perdeu o mandato após a avalanche de acusações que vieram à tona com a Operação Pasárgada e foi preso em 2008 mais 49 pessoas, entre prefeitos, advogados, um juiz e servidores públicos, supostamente envolvidas num esquema de desvio de recursos do FPM retidos pelo INSS, surpreendeu o meio político da principal cidade da Zona da Mata e anunciou que não vai concorrer às eleições em outubro. A decisão de abandonar a candidatura é tão surpreendente quanto as razões elencadas por Bejani para desistir do cargo eletivo. O ex-devoto de Nossa Senhora de Rosa Mística se converteu ao protestantismo e foi batizado na sede principal da Igreja Batista de Juiz de Fora. “Ninguém pode suspeitar que estou procurando a igreja para buscar votos. Sou candidato a filho de Deus e a mais nada, minha vida mudou completamente”, avisou o ex-prefeito.