sexta-feira, 23 de abril de 2010

POIS É ...

Como sempre, fui o primeiro a chegar no escritório nesta tarde/noite de sexta-feira de meio de mês. Enquanto aguardava os colegas para pedir “o de sempre”, abri o jornal do dia para inteirar-me dos fatos da semana. Mais uma vez achei que é um momento impar, este de analisar fatos sem estar emocionalmente envolvido com ele. Dizer que a violência está cada vez maior é chover no molhado; verificar que de vez em quando na política brasileira pegam um como bode expiatório, é coisa corriqueira; saber o que o político reeleito está fazendo, é tarefa difícil; verdade saída de boca de candidato, é raridade; mas esta de alguns padres “jantarem carnes exóticas”, financiadas por dinheiro do dízimo, é de fechar o Vaticano e correr para o inferno. É um escândalo tão grande quanto aquele de roubar dinheiro público e carregar nas meias, nas cuecas, nas sacolas de plástico e nos bolsos dos casacos e escondê-lo em contas fantasmas. Mas será ainda mais grave que os crimes de colarinho branco, se deixarem transformar tudo em pizzas. Aí, está na hora de um outro Moisés, de uma outra “terra prometida” e de Deus fechar o Céu para balanço ... Pois é. (w. catizany)