sábado, 1 de novembro de 2008

POIS É

Outro dia, um amigo meu destes mais próximos, numa destas conversas de botequim regadas a caipirinha e petiscos deliciosos, questionou-me sobre uma série de coisas, entre elas, o porque da minha saída da política se faço política 24 horas por dia. Expliquei a ele como se elabora o orçamento municipal, as funções do Prefeito, da Câmara Municipal, o funcionamento das ONGS, as audiências públicas no Legislativo, como deve ser feita uma prestação de contas transparente e legal, etc. Fiz uma pausa para molhar a garganta e voltei falando da pouca chuva nesta primavera, do canto do sabiá, do Obama, da pouca religião das pessoas e do sexo dos anjos. Ele escutou tudo com toda paciência e educação que lhe é peculiar. E como estávamos em local público, chegaram à mesa, outros amigos, outros conhecidos e até alguns “sapos”. Versamos outros assuntos, vieram outras caipirinhas e enfim pedimos a “saídeira”. Novamente a sós na mesa sete, o assunto voltou à tona: - Você tentou escorregar pelas beiradas o tempo todo, mas ainda não me respondeu o porque você saiu da política, repetiu o meu amigo em tom sereno... Tentei outros caminhos, mas sem nenhuma alternativa, deixei escapar: - Companheiro, não abandonei a política, os políticos atuais é que me deixaram, tomaram outros rumos, rumo da filosofia de São Francisco, rumo da síntese do leiloeiro, da falta de lealdade e cumplicidade, rumo do barulho, das festanças, etc. Eles esqueceram que há muito a política deixou de ser a arte de engolir sapos, coisa de bravo, de espertalhões. Por isso como andarilho ainda estou procurando minha turma, mas com a mesma certeza que política é sim, a arte da competência, de sentar na mesa e negociar, de tirar leite das pedras, ou no mínimo, ter argumentos suficientes para justificar ou convencer que as pedras também podem dar leite...Pois é. (w.catizany)

RAPIDINHAS

“Apenas” um terço dos 125 candidatos com "ficha suja" se elegeram no 1º turno, diz AMB... Um já faz um estrago, imagine este bando...

Brasileiro constrói Congresso Nacional de Lego na Dinamarca... Pois é, o pior que foi em outro país, né ?

“Começou a autópsia. No sufoco econômico, o presidente Lula será despido de seu figurino de santidade”... Será que ele vai continuar socorrendo quem especulou e quem agiotou ? O dinheiro das reservas é oriundo dos impostos pagos com tanto sacrifico... Será ?

“Recebi R$50,00 para matar a Irmã Dorothy”... A afirmação é de Rayfran das Neves, que executou com seis tiros a missionária americana de 73 anos... É simplesmente a banalização da vida... Ou será da morte ?

Acrescente mais uma palavra no folclore da política mineira: “bunda”... Nessa ele dançou, fez gol contra ...

Se existe no Brasil um pedacinho maldito, chama-se Presídio de Tremembé. Nunca vi tanta coisa ruim junta - Lindemberg Faria, Ana Maria Jatobá, Alexandre Nardoni, Cristian e Daniel Cravinho, Suzanne Von Richthofen, Matheus da Costa Meira, Marcos Valério, etc... Êta lugarzinho !!!!

O Consed avalia que problemas na formação de professores, aliados à carência de infra-estrutura nas escolas públicas são as principais razões para o déficit de aprendizado. Para tentar mudar essa realidade, o órgão, que reúne as secretarias estaduais de todo o país, sugere a aplicação de provas para medir a qualidade dos professores do ensino básico... Tá danado, hem ?

No último pleito municipal quem saiu fortalecido foram os prefeitos, e não os líderes nacionais ou seus partidos... Tanto é que o grande vencedor foi o PMDB, um Partido sem liderança expressiva ou com liderança em concordata ...

A nossa SAUDADE de sempre para quem já é LEMBRANÇA...

E NÃO É

AQUELA TRAÍRA

Essa é de doer, mas, causo é causo e se não tiver tempero não tem gosto ! Na minha cidadezinha tem muito pescador, mas também pudera sem muito o que fazer, o negócio é pescar. E cada dia a corporação aumenta, pois os nossos visitantes experimentam o passa-tempo e logo se alistam no Sindicato. Não foi diferente com um nosso amigo ilustre, Vereador de nossa Comarca que até já recebeu o Título de Cidadão Honorário da nossa cidadezinha e agora já somos até conterrâneos e pescadores do mesmo rio. Numa dessas pescarias, o Edil com um seu Colega da Câmara local resolveram montar barraca no Poço do Limão, no distrito da Colônia; e meu irmão, aquele do Hotel Catizani, resolveu visitá-los e aproveitando a oportunidade, levou um molinete que havia adquirido recentemente para nos intervalos das conversas, dar um banho nas outras minhocas. Neste dia, um fato curioso, sucedeu. Meu mano, na sua “agitação” de sempre, resolveu, com sua força de “tigre”, fazer o lançamento do anzol para o meio do rio e abusou tanto da força que viu sua linha enganchar numa grande árvore ribeirinha, do outro lado. Tentou puxar a linhada várias vezes com intuito de recuperar o anzol e a chumbada, mas não teve êxito. Para não perder a pescaria, uma vez que o local estava p’ra pescador, os amigos Vereadores, resolveram emprestar-lhe um molinete reserva. E na brincadeira, disseram-lhe que era um vara mágica, destinada apenas aos grandes pescadores, por isso tivesse bastante cuidado. E não é que ele acreditou ! Pois bem, enquanto esperava por uma “puxada” daquelas, aconteceu uma surpresa. A vara que começou a mexer era aquela presa na árvore. De repente, um vulto saiu das entranhas daqueles galhos e começou a voar. Sem entender o que estava acontecendo, todos olharam para o alto e tiveram um inesperado acontecimento. O anzol, havia fisgado um Jacu !!! Com o reflexo de um “bom” pescador, o mano, ferrou o bicho e começou a travar um belo duelo com a ave. “Experiente que só ele”, cansou a presa, até que, estafada, ela caiu dentro d’água, no meio do rio. Até aí tudo bem, era apenas mais um caso de pescaria que não deu certo, mas outra história daquelas que só acontecem em Santo Antônio, ainda estava por vir. Uma enorme traíra, daquelas que minha geração ainda não havia visto, nadava faminta nos arredores do acontecido e ao ver a ave lutando para sobreviver, não pensou duas vezes e não deu outra. Afinal, era uma refeição de baleia, rainha dos mares e se serviu inteira. Na sua fuga, carregou toda a linha da carretilha rumo à sua toca. Os dois políticos, pescadores bem vivos e querendo dividir os louros da façanha, pularam na água e encurralaram o belo exemplar de peixe entre duas grandes pedras, perto da cachoeira. Conseguiram não sei como, amarrar uma ponta de um cabo de aço na guelra do bicho e, a outra ponta num tronco de uma árvore frondosa, um angico centenário, que fazia sombra sem nem prestar atenção naquela pescaria...Voltando de um serviço onde tinha ido instalar uma porteira numa fazenda e tendo presenciado toda aquela aventura, foi o “Zé Serrador” quem se encarregou de chamar o “Caolho”, servidor municipal, que opera a retroescavadeira da Prefeitura para tirar a “bichona” e colocá-la na carroceria de um caminhão oficial que era dirigido pelo Caio. Foi uma festa na cidade, a notícia saiu nas rodas dos botecos, na revista, no jornal e até quem nunca havia pegado numa máquina virou fotógrafo e registrou o acontecido; mas o mais incrível ainda, é que já fazem dois anos que continuam servindo como “sugestão do dia” no restaurante do meu irmão, traíra a milanesa e dizem que ainda não fritaram nem a metade da danada. Pois bem, e não é que o molinete mágico era o outro... O do meu irmão !!!!!

PALAVRA FRANCA

“Tempos atrás em um distante e pequeno vilarejo, havia um lugar conhecido como a casa dos mil espelhos. Um pequeno e feliz cãozinho soube deste lugar e decidiu visitar. Lá chegando, saltitou feliz escada acima até a entrada da casa. Olhou através da porta de entrada com suas orelhinhas bem levantadas e a cauda balançando tão rapidamente quanto podia. Para sua grande surpresa, deparou-se com outros 1000 pequenos e felizes cãezinhos, todos com suas caudas balançando tão rapidamente quanto a dele. Abriu um enorme sorriso, e foi correspondido com 1000 enormes sorrisos. Quando saiu da casa, pensou: "Que lugar maravilhoso! Voltarei sempre, um montão de vezes". Nesse mesmo vilarejo, um outro pequeno cãozinho, que não era tão feliz quanto o primeiro, decidiu visitar a casa, também. Escalou lentamente as escadas e olhou através da porta. Quando viu 1000 cãezinhos que lhe olhavam fixamente, rosnou e mostrou os dentes e ficou horrorizado ao ver 1000 cães rosnando e mostrando os dentes para ele. Quando saiu, ele pensou: "Que lugar horrível, nunca mais volto aqui". Pois bem, todos os rostos no mundo são espelhos. Que tipo de reflexos você vê nos rostos das pessoas que você encontra ?” ( Do Folclore Japonês)

FUNDO DO BAÚ

Reverso

Meu mundo é dúvida
É fundo do mar,
É amarga lembrança
De um eterno buscar.
É no todo, mistério
Regresso da fantasia,
É o sentido real
Da picante ironia...
(w.catizany)

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