segunda-feira, 6 de outubro de 2008

CIDADANIA

O Jornalista Luiz Caversan em uma de suas crônicas no Folha de São Paulo escreveu que muitas e muitas vezes o ovo da serpente foi utilizado como metáfora para exprimir a constatação de um mal em processo de elaboração. Disse ainda, que no desenvolvimento deste processo, pode-se acompanhar e avaliar a lenta evolução de um monstro que irá nascer... Pensando nisso e também copiando esta metáfora, acho que alguém tem que fazer alguma coisa... Que sejam os pais, o poder público, a polícia, os conselhos municipais afins ou os juizados... Mas alguém tem que fazer alguma coisa, e urgente... Nossas crianças e nossos jovens estão iniciando no sexo, nas bebidas e outras drogas, precocemente, às vistas de todos. Pais, professores, conselhos tutelares, estatutos, órgãos competentes e leis estão fazendo muito pouco ou quase nada. Até mesmo os recursos oficiais têm contribuído com a aceleração deste processo. Quando um político para manter sua imagem, patrocina a comemoração de suas ações , muitas vezes regadas a bebidas, que são distribuídas sem quaisquer parâmetros estão contribuindo com esta incubação. Está ficando cada vez mais comum, ver crianças e jovens nos escurinhos e arredores destas arenas políticas, aos beijos e abraços e ao sabor do vinho, da caipirinha, da cerveja, do cigarro e às vezes, até “outras coisas”, livremente... Sei que os tempos são outros, que o mundo evoluiu: é a era do som alto, da liberdade mais cedo e da juventude se impor... Mas onde está o limite ? a Responsabilidade ? ...”Woodstock”, parece que deixou uma lição à geração que buscou “sexo e droga, livres” para provar que o mundo era “paz e amor”. O preço da “ida sem volta” foi alto demais e hoje é apenas um registro na história de muitos ... Será que valeu a pena ?... E reformatando a idéia de Luiz Caversan, faço das palavras dele, as minhas: Quantos serão, meu Deus, aqueles em que no ovo da serpente estão escondidos, perto dos olhos de todos mas longe das consciências saudáveis, gerando silenciosamente seus e nossos monstros?

POIS É

Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente. Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar e não, a esperar. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares espedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'. Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa, no celebro e no coração...( George Carlin)

DEUS

“Deus...Passei tanto tempo Te procurando e não sabia aonde estavas, olhava para o infinito, não Te via e pensava comigo mesmo, será que Tu existes ? Não me contentava na busca e prosseguia. Tentava Te encontrar nas religiões e nos templos, Tu também não estavas. Te busquei através dos sacerdotes e pastores, mas também não Te encontrei. Senti-me só, vazio, desesperado e descri, e na descrença Te ofendi, e na ofensa tropecei, e no tropeço caí, e na queda me senti fraco, fraco procurei socorro, no socorro encontrei amigos, nos amigos encontrei carinho, no carinho eu vi nascer o amor, com amor eu vi um mundo novo, e no mundo novo resolvi doar, doando muito recebi, e em recebendo me senti feliz, e ao ser feliz encontrei a paz, e tendo paz foi que enxerguei que dentro de mim é que Tu estavas, e sem Te procurar foi que Te encontrei ” ...

AS MEIAS PALAVRAS DO TURCO


Aquela cidadezinha era um lugarejo de poucas casas na sua área urbana, talvez umas quatrocentas. E no Centro, as coisas parecem todas agarradinhas. A Igreja ficava perto da Prefeitura, que ficava próxima das Escolas, do Cartório, dos Correios, do Posto de Saúde, da Delegacia, etc. Ainda era uma cidade essencialmente do interior, onde as portas e janelas das casas ficavam abertas; não tinha fiscal nem sinal de trânsito, sentava-se na calçada para prosear e comprava-se na caderneta. Quase todos eram chamados por apelidos e não precisa de campainha nos portões. O principal meio de comunicação à distância era o grito e, telefone só fazia falta quando se ligava para fora da cidade. Ouvia-se não o sertanejo mas o caipira, escutava-se não o MP3, mas o radinho de pilha, bebia-se pinga no cuité e água da bica ainda com as mãos unidas. Muitas vezes na hora do aperto tirava-se a “água do joelho” ou “amarrava-se o gato” atrás de uma piteira ou de uma “moita”. Todo mundo conhecia todo mundo e sabia onde o outro morava, mas na maioria das vezes ninguém sabia nem o nome da sua rua e nem o número da sua casa. Fazia parte do dia-a-dia de seus moradores ou visitantes ´dormir com as galinhas” e “acordar bem depois do bicho preguiça” quando o sol já tinha andado quase duas léguas no céu, particularmente nos meses de férias, aos domingo e depois de uma festa importante em que se virava a madrugada de pé. E foi exatamente num destes domingos preguiçosos de julho, meia manhã de solzinho de inverno que meu irmão, aquele do Hotel Catizani, com seu velho jeito de caboclo que conhece todas as histórias do lugar e com seus passos na velocidade do tempo local me contou esta história. Naquela época na nossa cidade, além do machismo dos homens, uma outra característica comum, era quase todos serem compadres e ainda, conservavam o bom costume de nos finais de semana, uns visitarem os outros para colocarem o papo em dia e até mesmo para pedir conselhos num momento de tomada de decisão. Afinal, quando alguém escolhia outro para compadre, fazia um pacto de quase cumplicidade, que às vezes, era muito mais leal do aquele feito no Cartório ou na Igreja com suas mulheres. Isto era rotina. Pois bem, dois destes sujeitos, se encaixavam direitinho neste contexto: O Turco e o Bigode, dois compadres daqueles de “papo amarelo”. Certo dia, o Turco nas suas rotinas fisiológicas sentiu que a coisa não fluía bem. Usou o espelho, apalpou e teve a certeza que estava com um problema sério em suas hemorróidas. Suportou o sofrimento algum tempo, mas já não estava dando para segurar. Aconselhou com as pessoas mais velhas de sua família, fez uso de vapor de água quente, da “gosma” da babosa, de pomada vendida sem receita médica na farmácia local e outras infusões do folclore do curandeirismo. Mas nada. A coisa estava ficando feia e ele já não estava podendo nem trabalhar. Andar a cavalo, nem se fala! Depois de muita relutância, resolveu ir ao médico. Marcou uma consulta no Posto, mantendo o objeto de seu mal em sigilo e ficou aguardando. Três horas da tarde de uma sexta-feira, muito desconfiado, lá estava o Turco na frente do consultório e de pé ao lado de uma cadeira vazia na primeira fila, com sua fichinha na mão. Meio sem cor de tanta dor, meio sem saber o que fazer quando chegasse a hora de falar e muito “sem graça” frente às outras pessoas que também aguardavam atendimento, devidamente sentadas. Com grande esperança de encontrar uma solução para aliviar seu mal, ele ouviu seu nome ser chamado e pressentiu outro drama começar em sua vida. Entrou, fechou a porta, sentou-se de lado e começou a tremer. Era uma doutora que ia atendê-lo. Pois bem, a pedido e totalmente sem graça, contou a história de seu mal e foi orientado a se deitar numa maca e mostrar suas partes íntimas. Sentiu até que não devia ter nascido e após alguns instantes de exame e silêncio, ganhou uma caixinha com três unidades de medicamento e ouviu atentamente as instruções de como usar e a recomendação de voltar na próxima semana. Saiu de lá sem rumo e até meio torto, que nem conseguiu agradecer a recepcionista. Foi para casa contrariado e coisa que ele nunca havia feito depois de adulto, até dormiu naquela tarde para esquecer o ocorrido e não ter que dar outras explicações de sua consulta. Acordou com muita dor, mas com receio de manchar sua honra machista, resistia em usar o medicamento. Lembrou-se que seu Compadre Bigode havia passado pelo mesmo mal e resolveu então se aconselhar com o amigo, dono de um bar na cidade. Já era noite e a rua estava vazia, principalmente pelo chuvão danado que já vinha na serra, quando o Turco chegou desconfiado e foi recebido pelo Compadre Bigode, com alegria e muita estima no seu bar, pois sua esposa e seus filhos estavam viajando. Não havia um freguês se quer no estabelecimento, o tempo se fechou de vez e não demorou a descer um aguaceiro danado. Para ficarem mais a vontade e esconderem dos relâmpagos, o Bigode fechou as portas do bar e continuaram conversando, encostados no balcão, do lado de dentro. Falaram de bois, cavalos, negócios, religião, política e já quase faltando assunto, o Turco resolveu se abrir e contar seu drama “ Pois é, compadre, estou com um problema danado de hemorróidas. Nunca senti tanta dor e nem vergonha como a de hoje à tarde. E contou o ocorrido...Ela era muito resolvida, compadre. Começou até arrancar minha calça. Que vergonha, amigo! E eu estou num dilema danado agora, pois depois da consulta ela me entregou esta caixinha e disse que eu tenho que usar estes três e me passou umas instruções danada... Não enfio e nem deixo enfiar mesmo... De jeito nenhum, mas não deixo enfiar por dinheiro nenhum. Isto não é coisa de homem não, compadre ... Nestas alturas do papo, a chuva já tinha dado uma trégua e o Piscina, também compadre do Bigode, desceu o morro para comprar cigarro e bateu com a cara na porta, pois o bar estava fechado. Entretanto, notou que havia gente lá dentro conversando. Colou o ouvido na porta e a conversa chamou sua atenção e o assustou por demais. O Piscina , da cor de cera, fazendo o sinal da cruz, se afastou um instante e avistou o Matoso que voltava de um jogo de truco: - “Escuta aqui, escuta aqui, Matoso, se é isto mesmo o que estou ouvindo e pensando... E lá dentro do bar, alheio a qualquer coisa e inocentemente, o Turco continuava, já bravo: “mais, não enfio mesmo... E nem deixo enfiar, mesmo”... E o Bigode pegando a caixinha do medicamento: - Ora compadre, deixa de preconceito, eu já enfiei isto, não dói não, é só colocar com jeitinho... E o Matoso, mais assustado ainda, do lado de fora: “Nossa, Piscina, não estou acreditando”!!! Vamos cair fora. O Piscina, pôs as mãos para cima chamando por todos os santos e com o Matoso saíram pasmados do local, quase sem pernas. Subiram as escadas do Adro e não arrombaram a porta da Igreja para rezar, porque era um sacrilégio fazer isto tarde da noite. Mas lá ficaram por muito tempo sentados no último degrau, sem acreditar no que ouviram... E sem saber de nada do que havia ocorrido lá fora, sem avaliar a confusão que eles haviam provocado, o Bigode acabou convencendo o compadre Turco a usar os três supositórios de penicilina receitados pela médica. Enfim, depois de convencido, de virar o último gole de refrigerante e aproveitando a aragem do tempo, o Turco despediu e foi embora, já aliviado. O Piscina e o Matoso, naquela noite não dormiram. O assunto vazou e durante vários dias não houve outro comentário na cidade. Dizem que até hoje eles ainda estão gastando muita saliva para explicar melhor aquela história, daquela noite. E é como aquele meu irmão sempre diz, entre o céu e a terra, principalmente naquela cidade, tem coisas que nós mesmo custamos a acreditar...

CURTAS E GROSSAS

Em Bela Vista – PR o Padre queria levar a mula para o altar, mas os fiéis denunciaram e o Bispo não deixou... Tá certo, agora só falta a Justiça mirar neste exemplo e não deixar “burro” entrar na política.

Especialistas estão procurando respostas para explicar o hábito de quenianas que costumam comer pedras, especialmente durante a gravidez. A compulsão por comer coisas estranhas e normalmente não consumidas como alimento é uma síndrome conhecida como pica... Pois é, no Brasil tem muita gente com “síndrome de pica”, e a qualquer hora.

Uma mulher traída conseguiu na Justiça de Goiânia o direito de receber da amante do seu ex-marido uma indenização de mais de R$ 31 mil por danos morais... Doravante, os (as) amantes que se cuidem .


De acordo com um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o contribuinte trabalha, em média, 157 dias por ano só para pagar impostos. São mais de cinco meses. É ou não é um absurdo. E isto “eles” ainda chamam de governo democrata e socialista !

Os jovens representam a faixa da população que mais sofre com a pobreza no Brasil. Enquanto 30% dos brasileiros são considerados pobres (pessoas que vivem com rendimento mensal familiar de até 1/2 salário mínimo "per capita"), entre as pessoas de 0 a 17 anos este percentual é de 46%. Os dados estão na Síntese de Indicadores Sociais, pesquisa realizada pelo IBGE... Pois é, propaganda enganosa é crime, senhores políticos.


O ensino fundamental está praticamente universalizado no Brasil entre as crianças de 7 a 14 anos (97,6% freqüentam a escola), mas a quantidade de matrículas não se traduz em qualidade da educação. 84% do alunos são analfabetos, diz o IBGE.


Pois é, uma vez fogueteiro sempre fogueteiro, mas com certeza agora “fogueteiro de procissão”. Lá ninguém perde o cargo, pois só depende do Padre
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