sexta-feira, 25 de abril de 2008

Curtas e grossas

Precisamos democratizar e agilizar o processo de tomada de decisões, pois quem precisa comer, trabalhar, morar e cuidar da sua saúde não pode esperar pela burocracia excessiva e nem ser ignorado pela miopia dos políticos brasileiros.

A cada dia que passa novas mentiras e meias verdades são divulgadas nos meios de comunicação por nossos políticos e administradores, com raríssimas exceções. Nem assim, ainda conseguimos votar certo.

Dados da Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais (Amig) mostram que pelo menos 200 cidades onde existem atividade mineradora no Estado nunca receberam a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem), o royaltie da mineração.

Essa direção nacional do PT não decepciona mesmo. Não perde dinheiro quem aposta que ela não resiste a dar tiro no pé. O veto da Executiva Nacional do partido a uma aliança com o PSDB na eleição municipal de Belo Horizonte é "burrice" pura e simples, como disse em conversa reservada o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. ( Folha: Kennedy Alencar )

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Opinião

O Poder emanado do povo - uma das questões tema da teoria contemporânea da democracia - nem sempre vem sendo exercido adequadamente pelas representações outorgadas através do voto. Daí, a necessidade de cuidado, principalmente em ano de eleições municipais e a necessidade de se lembrar a todos, que o poder e o voto são lados proporcionais de uma mesma moeda e que se apontarem para direções opostas, determinarão uma distância gigantesca entre o que se espera e o que se precisa, determinando sem sombra de dúvida, todas as razões para as crises: de credibilidade, de valor, de ética, de identidade e de desonestidade. Por isso, a esperança não pode virar uma miragem e nem a credibilidade ficar microscópica. E para que isso não aconteça faz necessário evoluir sempre, cobrar, principalmente escolher, e mesmo com calços e percalços, desejar sempre a democracia, avançar em todos os sentidos e não se chegar, como dizia Rui Barbosa, a desanimar da virtude, a rir da honra e a ter vergonha de ser honesto... Na eleição de outubro próximo, não troque seu voto por cestas básicas, nem por um punhado de telhas e muito menos por um par de botinas...

Curtas e grossas

Há os que fazem, os que ensinam. Há os que fazem e ensinam. Mas há alguns, raros, que formam gerações... Pena é que estão em extinção.

As palavras convencem, mas os exemplos arrastam, e sem dúvida poucos ídolos, poucas autoridades, poucos políticos e poucos líderes estão deixando ações ou exemplos que devem ser seguidos e saudados.


“Os alimentos subiram porque os pobres estão comendo mais”... Palavras do Sr. Lula, em discurso ... É mole ?

A Gradiente está proibida de vender produtos em Minas Gerais. A decisão administrativa cautelar para suspensão de fornecimento de aparelhos da marca no estado é do promotor de Justiça, coordenador da área de Produtos do Procon do Ministério Público Estadual, Amauri Artimos da Matta, e fica valendo, na prática, a partir de sua publicação no Minas Gerais, diário oficial do estado, prevista para quarta-feira. A empresa também será notificada, e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) recebeu nesta sexta-feira (18) ofício para orientar seus associados sobre a responsabilidade dos comerciantes que venderem os aparelhos da Gradiente

Mais de 700 autoridades dos Três Poderes têm direito de somente serem investigadas e processadas pelo STF. São eles: o Presidente e o Vice-Presidente da República; 34 Ministros do Governo; 81 Senadores; 513 Deputados Federais; 11 Ministros do próprio STF; 33 Ministros do STJ (número mínimo estabelecido pela Constituição); 7 Ministros do TSE; 27 Ministros do TST.

Ainda é possível acionar os Juizados Especiais Federais dos Estados para ter direito à revisão dos benefícios concedidos pela Previdência Social entre 1994 e 1997, de acordo com o Ministério da Previdência..Segundo o Ministério, quase 380 mil benefícios, dos 2,6 milhões que têm direito à revisão, ainda não foram recalculados.

Suborno, propina, extorsão, fraude, tráfico de influência. Nunca se falou tanto em corrupção como atualmente... E só se falou. Alguém devolveu alguma coisa ? Tem alguém cumprindo pena ?

A Mostra das Profissões que foi criada para que os alunos do ensino médio, saibam mais sobre as diferentes opções de cursos oferecidos pela UFMG vai ser realizada no período de 28 a 30 de abril do ano em curso . Se você tem dúvida,participe.
A UFMG publicou, no Diário Oficial da União, o edital n° 134, de 25 de março de 2008 (clique aqui para ler), que prevê concurso público para o preenchimento de 142 vagas de servidores técnicos-administrativos. As inscrições serão pela internet, no site da UFMG ( www.ufmg.br ), de 22 de abril a 5 de maio, e custarão R$ 31 (nível médio) e R$ 37 (nível superior). As provas serão realizadas em 1º de junho.

Os brasileiras já podem comprar oficialmente a Acomplia (rimonabanto), remédio conhecido como pílula anti-barriga. Segundo o laboratório Sanofi-Aventis, responsável pela venda do produto, até o final do mês já pode ser encontrada nas farmácias brasileiras.

A Petrobrás abre concurso para 2582 vagas. As inscrições poderão ser feitas entre a 0h de 17 de abril e 23h59 do dia 29 de abril, no site www.cesgranrio.org.br. A taxa de inscrição é de R$ 27 para os cargos de nível médio e de R$ 40 para os cargos de nível superior. Aproveitem a oportunidade


Momentos

Tudo o que eu queria era para sempre, mas Você partiu sem dar tempo de combinar nada. Tudo o que eu queria era como você me ensinou: desafiar todos os mistérios, sempre, com a sua proteção, como antigamente. Tudo o que eu queria talvez era um último momento, uma prosa qualquer que fosse, um sorriso ou uma bronca, menos o silêncio. Tudo que eu queria era tudo isso, mas principalmente vida novamente, mesmo que fosse apenas por um instante... E nesse meu delírio constante, sair falando coisas, e entre todas, preferencialmente: que saudade, Senhor Alcino.

Divulgação

Sua razão social é Organização Vale Vivo, seu C. N. P. J. tem o número 07 488 762/0001-28, sua Sede é na Av. Manoel de Oliveira Santos no. 11, conjunto 01/02/03, Centro de Santo Antônio do Rio Abaixo – MG, CEP 35.880-000, seu e-mail é ongvalevivo@hotmail.com . A Ong Vale Vivo conta com um acervo grande de livros de literatura, didáticos e para pesquisas; com uma coleção de fitas de vídeo com cursos diversos na área de criação de gado leiteiro e de corte, leitões, frangos e galinha para cria e abate, criação e comercialização de peixes, construções de currais ideais, etc. Conta ainda com uma Escola de Inclusão Digital, parcerias frequentes com a Emater, Sebrae, Senar, coordena o Viveiro Municipal e oferece frequentemente cursos diversos em áreas como artesanato, agricultura, pequena empresa, turismo, etc. Participe dessa realidade.

Santo Antônio do Rio Abaixo fica a 182 km de Belo Horizonte na Região Central do Estado de Minas Gerais, leste da Serra do Espinhaço, na Bacia Hidrográfica do Rio Doce, com uma área de 107,5 km2 . Sua população é de aproximadamente 3.000 habitantes. O acesso ao município poderá ser feito pela rodovia BR-381 até a rodovia estadual MG-129, passando por Santa Maria do Itabira e depois de 15km, entrar à esquerda na MGT-120, passar por Passabém e São Sebastião do Rio Preto e daí a 18 km chega-se à cidade de Santo Antônio do Rio Abaixo, ou ainda, pela rodovia MG-10, passando por Lagoa Santa, sentido Serra do Cipó até a cidade de Morro do Pilar e daí a 22 km chega-se, também, à cidade citada. Recentemente, Santo Antônio do Rio Abaixo, que já fazia parte das cidades do Circuito da Serra do Cipó, foi incluída no roteiro da Estrada Real.

O HOTEL POUSADA CATIZANI, em Santo Antônio do Rio Abaixo, fica dentro do Balneário Benedito Martins, de frente para o rio, 300 metros da Prainha, com pista de caminhada, quiosque externo, gramado, árvores nativas e campo de futebol. Capacidade de hospedagem de 50 pessoas em suítes, com restaurante, serviço de bar e área de estacionamento. Faça sua reserva pelo telefax (31) 3867.1132 ou fale com Humberto no tel. 8461.0661.

Causo: Êta macacos danados

Este causo é mais uma das histórias acontecidas em Santo Antônio do Rio Abaixo. Talvez seja até pertinente omitir alguns nomes de personagens participantes desta narrativa em razão de que alguns ainda estão vivos e não é nosso propósito criar animosidade com ninguém, principalmente com os descendentes. Mas, numa localidade rural do município denominada Barra dos Menezes, próxima de uma fazenda que talvez hoje seja o maior latifúndio e o mais produtivo da região, existia um pequeno sítio numa baixada onde mais tarde foi construída uma Escola Rural. A terra desta propriedade era muito fértil e cortada por um riacho cristalino, o que realmente favorecia a cultura de diversas espécies de subsistência, especialmente as roças de milho, feijão, mandioca e banana, plantadas ao longo de todas as estações do ano e cuidadas diariamente pelas pessoas da família proprietária. No entorno da sede havia uma mata de porte médio, bem densa, com espécies de madeira de lei, alguns arbustos e outras árvores de grande porte e que se constituíam no habitat de alguns pássaros raros, roedores diversos, cobras, pequenos predadores e uma manada de macacos. O local, à primeira vista, parecia um paraíso, mas segundo os sitiantes, nem tanto. Exatamente quando o milharal começava a embonecar, sinal de que em pouco tempo, os grãos poderiam render um dinheirinho extra, começavam os problemas e a dor de cabeça dos donos do sítio. Um grupo de primatas saía de suas moradas, principalmente nas manhãs do mês de julho e realizava a maior baderna na roça do senhor Samuca. Tal situação já estava quase insustentável, pois já não surtia efeito, as armadilhas, os foguetes, os bonecos de pano e nem a guarda dos cachorros treinados. E foi no terceiro ano de prejuízos, que o velho Samuca tentou um último recurso antes de mudar de ramo: pretendia criar vacas ou mudar com a família para São Paulo. Vestiu-se de espantalho com roupas de retalhos coloridos, pintou o rosto com urucum produzido na terra, enterrou um chapéu de palha desfiada na cabeça e colocou na mão um mulato de quase um metro, secado na chapa do fogão de lenha, e se instalou no meio do milharal, do lado de um pé de angico. Pediu à esposa que ficasse no rancho de esconder do sol na hora da “bóia” e aguardasse suas orientações. Não demorou muito e o chefe do bando deu “as caras”. Um chamado aqui, dois ali, sete, quatorze acolá e os baderneiros, invasores de propriedades alheias, chegaram. Viram o espantalho humano, mas como estavam acostumados com o cenário nem ligaram. Um deles, o chefe, muito próximo do espantalho e na maior gozação, arrancou uma espiga de milho, deu sete mordidinhas no sabugo e mirando o boneco que pensou fosse de pano, acertou o meio da testa do Samuca, que revidou na mesma hora com uma cacetada na cabeça do animal, que nem teve tempo de esboçar uma defesa e caiu “de maduro” como se tivesse bebido toda a pinga do Custódio. O agressor, que já estava preparado, enfiou o saco no bicho, amarrando a boca do embornal com cipó são João. Com o gemido do chefe, a macacada restante, dando conta da gravidade da situação e numa agitação total, pediu reforço aos que estavam do outro lado da cerca e a bagunça foi formada. A roça virou um verdadeiro ringue. Era cacetada aqui, mordida ali, unhada lá, chute acolá e uma gritaria geral. Era bicho correndo em dois pés, o Samuca fugindo de quatro e sangue sujando as plantas. O macaco chefe foi libertado pelo bando, mas a briga continuou. A dona Mariazinha vendo o marido em desvantagem e já bem ferido, saiu do rancho com uma foice e só se via vultos rolando pelo chão e mato quebrando. Um peão, que campeava distraidamente no pasto vizinho, avistou aquela cena do alto do morro. Achou até que era confusão de reforma agrária e Juntou o cavalo baio na espora rumo à cidade para chamar a polícia e o farmacêutico. Não tardou muito e a polícia chegou sozinha ao sítio. O farmacêutico estava para as bandas da Serra atendendo um senhor que na noite anterior, bem embriagado, resolveu encarar uma desavença com uma cobra cascavel. O Samuca e a dona Mariazinha já estavam em casa e o ambiente parecia de velório... Mas a polícia tinha que cumprir o seu dever e se juntou aos filhos e vizinhos mais próximos, num quarto de duas janelas, onde os feridos repousavam cobertos por um lençol branco. Após os cumprimentos de praxe, o cafezinho de rapadura e o bolo de fubá de moinho, o Cabo, comandante da força tarefa iniciou a ocorrência com a tradicional pergunta: Quem foram os meliantes responsáveis por esta dupla agressão ? O Samuca gaguejou, gaguejou, meio sem jeito e ainda sob o efeito das dores intensas, disse baixinho: - Foram os desgraçados dos macacos. – Quem ? Os macacos, que vêm bagunçando a nossa roça, nos fazendo muita raiva e nos causando enormes prejuízos há anos. E contou a história detalhadamente para os presentes. O Cabo olhou para os soldados, que miraram os presentes e abaixaram a cabeça... Agradeceram o cafezinho, o bolo, despediram e saíram da casa, silenciosamente. Ao chegarem à Delegacia, o Chefe da polícia, muito sério, determinou aos subalternos, que fechassem a ocorrência em conformidade com a lei e arquivasse os autos no armário dos crimes não esclarecidos.. Mas sem nenhuma observação ou comentário...